
Um acidente, no ano de 2018, forçou uma paragem prolongada no caminho profissional e artístico de Rui Inácio. Como em todos os recomeços muito fica, necessariamente, para trás. Contudo, o drama pessoal permitiu repensar orientações, na vida e na arte.
O pseudónimo Manu Negra simboliza, também, esta renovação, corporizada num estilo novo, todavia assente na paixão de sempre.
O processo criativo, tal como a vida, contém percalços. As pinturas de Manu Negra exprimem esta analogia e, sobretudo, a intensidade colocada na procura do belo. Há esta intencionalidade: uma abordagem contemplativa, talvez mesmo romântica, mas oposta a qualquer intenção narrativa.
A estética é, assim, componente fundamental no trabalho do artista. Tal como a genuinidade (a sua visão do mundo) de que não abdica em qualquer das suas obras.
Desta perspetiva, poderia falar-se da resiliência de pintar, na busca incessante do belo, sempre o mesmo quadro?